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Resposta à Dra. Anabela Morais
Paula Lima
Psicóloga Educacional
De facto é vergonhoso! É triste, é lastimável! Essa mesma
oferta de emprego aconteceu em mais 5 Escolas da região do
Algarve. O que podemos fazer?
Talvez manifestarmo-nos ao Sr. Primeiro Ministro ou ao
Ministro da Educação para que possam dar-nos uma resposta
plausível por esta barbaridade! Penso que nós, psicólogos,
temos que nos unir. Para que contam as Leis de 1991 e 1997
da criação da Carreira do Psicólogo Escolar se agora
simplesmente não permitem que os psicólogos exerçam os seus
serviços nas escolas com todos os direitos legais que lhe
são conferidos por aqueles diplomas no que respeita ao
acesso e progressão na carreira, aos vencimentos e tempo de
serviço? O que falta para nos podermos afirmar como uma
profissão digna como outra qualquer? Sou psicóloga
educacional e no presente ano lectivo confrontei-me com a
impossibilidade de dar continuidade ao projecto iniciado há
dois anos numa escola da região norte, simplesmente porque o
governo resolveu cancelar o acesso ao financiamento do
Prodep III para o desenvolvimento de programas de orientação
vocacional nas escolas. Certamente que muitos psicólogos
desta área ficaram impedidos de ver os seus programas
desenvolvidos que tão importantes são para orientar
profissionalmente os alunos do ensino básico e secundário.
Quantos psicólogos se vêem, neste momento, sem poder exercer
a sua actividade, há muito comprovadamente necessária, só
porque o Governo decidiu "cortar" as verbas? É uma injustiça
o que estão a fazer com a nossa classe. Penso que só unindo
as vozes dos psicólogos e tomarmos a iniciativa de
reivindicar os nossos direitos poderemos obter alguma
resposta. Não podemos parar de lutar e não podemos deixar
que mais situações destas se verifiquem!
Paula Lima, Psicóloga Educacional
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