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SEMINÁRIO: Equidade na Educação: Prevenção de Riscos
Educativos
No passado dia 16 de Novembro, o SNP esteve presente
no seminário Equidade na Educação: Prevenção de Riscos
Educativos, organizado pelo CNE (Conselho Nacional de
Educação).
De acordo com Júlio Pedrosa, presidente desta entidade, esta
iniciativa teve por objectivo “discutir questões de Educação
relevantes para o nosso país”.
De facto, todos os oradores referiram ser importante
reflectir sobre as actuais condições em que o Ensino se
encontra em Portugal, fazendo alusões ao último relatório de
Pisa, que coloca Portugal entre os 4 países com maior
heterogeneidade, ao nível sócio-económico, havendo não só
uma grande disparidade entre os ricos e os pobres, mas
também as respectivas percentagens de existência destes
extremos, na população, donde se constata que a riqueza do
país é monopolizada por um restrito número de elementos da
sociedade, por oposição ao elevado número de indivíduos
pertencentes aos patamares mais baixos da economia.
Fazendo parte dos oradores, a Sra. Ministra da Educação,
Maria de Lurdes Rodrigues, assentou fundamentalmente o seu
discurso, na importância da Escola, como “plataforma de
igualdade de oportunidades”, apesar de confessar estarmos
ainda longe dessa realidade, em alguns pontos do país.
Referiu também ser crucial “dar condições à instituição
escolar para que possa levar a cabo a sua tarefa”, de
promoção de igualdades de oportunidades, sublinhando a
importância de “controlar variáveis organizacionais, que
possam estar a contribuir para a reprodução das
desigualdades sociais nas escolas”.
Definiu, então, como propósito, procurar esbater as
diferenças entre as escolas, através de uma “melhoria do
sistema educativo e da diminuição das desigualdades
sociais”.
De facto, sentimo-nos sensibilizados por todo este ideal de
acção. No entanto, o que é deveras preocupante é que em
momento algum, do seu discurso, a Sra. Ministra fez qualquer
referência a outros técnicos, quer sejam psicólogos,
assistentes sociais, ou outros!
Deste modo, os nossos receios aumentam, ao sentirmos que o
valor da intervenção da nossa classe profissional continua
adormecido, e que teimam em não assumir o nosso lugar de
importante destaque, deixando para os professores lidarem,
mais ou menos à deriva, com as questões psicológicas dos
alunos.
Como é possível? Já em 1999 o CNE alertou para a falta de
técnicos não docentes no ensino. De que se está à espera?
Que cheguemos ao fundo do poço?
Exigimos a abertura de concursos para admissão de psicólogos
nas escolas! Sabemos que somos precisos, e que podemos
contribuir de uma forma activa e eficiente, para a melhoria
da situação educativa em Portugal!
Valha-nos uma professora da plateia, que procurou perceber
de que forma os SPO poderiam contribuir para a sua “missão”,
à qual a oradora Dra. Odete Valente (CNE) respondeu dizendo
que os psicólogos ajudam na “redescoberta da criança, nos
seus problemas, nas suas dificuldades”, o que, apesar de ser
escasso, sempre nos atribuiu algum valor…
A Direcção do SNP |