31/08/2016

SNP presente no lançamento da campanha da CGTP contra a Precariedade


O SNP esteve hoje presente no Lançamento da Campanha Nacional contra a Precariedade, no Porto, representado pela dirigente Marta Almeida, que foi entrevistada pelo "Porto Canal" e pronunciou, em nome do Sindicato, o discurso abaixo transcrito.


Intervenção do SNP na Iniciativa de Luta Contra a Precariedade

31/08/2016 - Porto

O Sindicato Nacional dos Psicólogos saúda todos os presentes nesta grande iniciativa de luta contra a precariedade no distrito do Porto. Os psicólogos portugueses são um dos grupos profissionais mais afetados pelo trabalho com vínculo precário e as condições precárias são transversais a todas as áreas da nossa intervenção.

30/08/2016

Porto: Lançamento da Campanha Nacional da CGTP Contra a Precariedade - 31 de Agosto - 11h00 - ACT

O SNP, em ampla convergência com a CGTP nas diversas ações de luta contra a precariedade, nas quais se inscrevem as recentes denúncias de abusos praticados nos estágios profissionais ou as diligências desenvolvidas face à impossibilidade de acumulação de "meios horários" por contratação de escola, apela à participação de todos os psicólogos, no próximo dia 31 de agosto, pelas  11:00, no Lançamento da Campanha Nacional contra a Precariedade, que decorrerá no Porto, frente à ACT - Autoridade para as Condições do Trabalho (mapa: https://goo.gl/maps/3LBTWVd27eJ2), na Avenida da Boavista, 1311.

A nossa classe, avassalada por condições frequentemente muito precárias, é das que regista uma das mais elevadas taxas de desemprego, facto ao qual se soma as dificuldades de acesso à profissão geradas pela necessidade de realização de estágio profissional.

É possível um caminho diferente, com a tua participação, junto do teu sindicato, o SNP!

Pela solidariedade com todos os trabalhadores e todos os colegas psicólogos, junta-te a esta ação já no próximo dia 31!

Por um sindicato mais forte, participa, luta, sindicaliza-te!



PONTO DE CONCENTRAÇÃO: CASA DA MÚSICA, 11H

29/08/2016

SNP denuncia caos nas colocações de Psicólogos nas escolas

Em recente entrevista ao "JN" o SNP denunciou o caos instalado nas contratações de Psicólogos para as Escolas e a necessidade de promover uma solução definitiva para o imbróglio, o que passa pelo reconhecimento de que esta é uma necessidade permanente e não temporária e pela efetividade de funções dos Psicólogos Escolares.

Como foi referido, "com as 35 horas em vigor, os psicólogos escolares estão impedidos de acumular dois meios horários de 18 horas cada, como acontecia, já que a soma desse tempo excede em uma hora o que agora é legalmente permitido."

O SNP continua a exigir um concurso nacional com vista à efetivação destes profissionais, conferindo estabilidade a uma actividade que é uma necessidade permanente. O último concurso foi feito no ano letivo 1997/1998, e desde então os sucessivos Governos nada têm feito para ultrapassar esta situação, em prejuízo não apenas dos Psicólogos mas de toda uma geração de crianças e jovens que deveriam merecer toda a atenção e apoio.





22/08/2016

Síntese da reunião do SNP com a DGAE

Na sequência da solicitação de reunião emitida pelo SNP no final de julho, de forma a serem revistos alguns dos procedimentos de contratação de escola que muito afetam os psicólogos escolares e que derivam dum modelo concursal claramente desajustado das necessidades destes trabalhadores e das escolas, fomos frutiferamente recebidos pela Srª. Diretora Geral na passada sexta-feira, dia 19 de agosto.


O SNP continua, naturalmente, a sua luta pela abertura de concursos nacionais, que correspondam a postos de trabalhos estáveis, permanentes e acabem, de uma vez por todas, com procedimentos que não servem ninguém – a contratação de escola. Não obstante, em sequência da reunião com os senhores Secretários de Estado, no final do mês de maio, dispusemo-nos a colaborar de forma a que a contratação de escola pudesse ser menos danosa para os trabalhadores, situação aliás agora categoricamente demonstrada pela impossibilidade de acumulação de dois meios horários, como temos vindo a denunciar e que esteve no topo das nossas reivindicações.


O decorrer da reunião demonstrou clara boa fé da parte da DGAE, naquilo que são as suas competências atribuídas, tendo a Srª. Diretora Geral assumido desenvolver todos os esforços juntos do IGEFE e da DGESTE de forma a que a situação possa ser resolvida. Reforçámos que o problema de base advém da própria existência destes "meios horários", que são incompreensíveis, já que não conhecemos nenhum agrupamento que careça apenas de um trabalhador a meio tempo.


Continuamos a aguardar e a insistir para que a DGESTE, no domínio das suas atribuições, nos receba e ausculte, e assim garantir antes do início do ano letivo que, pelo menos, esta situação se resolveria sem dolo para os trabalhadores.


Ademais, congratulamo-nos da disponibilidade da DGAE em rever o desenvolvimento dos procedimentos atualmente previstos na legislação – entrevista, portefólio e anos de experiência – a nosso ver despropositados mas que poderão ser aplicados de forma menos exasperante para os psicólogos que concorrem. Deixámos como propostas os seguintes pontos:


  • a realização de entrevista sempre, exceto em concursos com mais de 100 candidatos (como prevê a lei), eliminando o procedimento discricionário e incoerente de diversas escolas que ora chama tranches de 10, ora de 5 ou de 25, situação que aliás a Sra. Diretora Geral frisou ser ilegal.
  • a elaboração de um único portefólio aplicável a todos os concursos, impedindo a necessidade de elaborar documentos ao gosto de cada escola e retirando aos trabalhadores o fardo de inventar um documento escola a escola ao sabor de critérios que vão de aspetos técnicos a aspetos estéticos de linguagem, uma situação claramente abusiva da condição socioprofissional dos psicólogos escolares e que se traduz num desperdício de tempo;
  • a determinação, a nível nacional, do que é experiência em escolas, através da contabilização do tempo de serviço à luz da prometida matriz funcional do psicólogo escolar, em elaboração pela DGE  e para a qual o SNP também pretende contribuir.


Em síntese, é nossa convicção que a abertura demonstrada pelo ME ao longo destes meses, não escamoteando a forma muito desajustada de gestão dos concursos por oferta de escola – facto que nunca deixaremos de denunciar, como nunca deixaremos de exigir contratações permanentes – permitirá a construção de procedimentos mais transparentes, menos onerosos para os trabalhadores e que eliminem a aleatoriedade, variabilidade e, não raras vezes, poder discricionário das escolas no procedimento de contratação.


Durante os próximos dias estaremos a encetar todos os esforços para garantir que as questões iminentes sejam resolvidas – como o caso dos "meios horários", mas não só – pelo que queremos ouvir a voz dos trabalhadores perante todas as situações desfavoráveis que aconteçam.


Estamos e estaremos junto dos trabalhadores, dos psicólogos, lutando pelo direito ao trabalho com direitos!

18/08/2016

Indemnização por caducidade de contrato - Psicólogos nas Escolas

O SNP teve conhecimento que todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas receberam um ofício da tutela a esclarecer que todos os trabalhadores, onde estão obviamente incluídos os psicólogos, deverão receber a indemnização por caducidade de contrato. Todavia, a referida indemnização apenas será processada em Setembro, facto que contraria o pressuposto legal que, à data de cessação da relação jurídica de emprego, todas e quaisquer retribuições e indemnizações devem ser pagas ao trabalhador que viu o seu contrato cessar. 
Não obstante, insta-se todos os colegas psicólogos a garantir que a devida indemnização é paga, impedindo que o sucedido em diversas escolas no ano letivo anterior se repita. 

A Direção do SNP

16/08/2016

Impossibilidade de acumulação de dois "meios horários" – Psicólogos nas Escolas

Após contacto presencial com a Direção Geral de Administração Escolar (gestora da plataforma SIGHRE, através da qual todos os psicólogos a contrato por oferta de escola realizam a sua candidatura) fomos informados que a acumulação de dois "meios horários" não é possível, uma vez que o somatório de horas impossibilita este facto, tendo a DGAE remetido para a Direção Geral de Estabelecimentos Escolares a responsabilidade de desbloquear a situação.

Embora a gestão da plataforma e questões informáticas associadas seja incumbência da DGAE, o ajuste será alegadamente competência da DGEstE, que na celebração dos contratos terá de assumir que sempre que um trabalhador acumula dois meios tempos o seu horário não perfaz 36 horas mas sim 35.

O Sindicato Nacional dos Psicólogos reiterou a necessidade urgente de ser recebido pela DGAE, situação que já se tinha solicitado para que esta questão, a par de outras, sejam atempadamente resolvidas.

O SNP solicitou também à DGEstE o desbloqueio da referida situação.

Consideramos que esta situação é produto de uma gestão pouco cuidadosa da contratação, uma vez que representa um retrocesso que agrava as já muito precárias condições laborais dos psicólogos contratados por oferta de escola.

Continuamos a rejeitar os "meios horários", como sempre defendemos e defenderemos, no sentido de levar a que a tutela compreenda que nenhum agrupamento de escolas carece de um trabalhador apenas a meio tempo, seja qual for a sua dimensão.

Continuamos a lutar pela estabilidade contratual dos psicólogos nas escolas, defendendo os trabalhadores e o seu direito ao trabalho com direitos!