Manifestação: Paz, Soberania e Solidariedade | 14 março

Cuidar da mente humana é também lutar pelo direito dos povos a viver em Paz!


Tem sido cada vez mais recorrente o tema da guerra nas nossas vidas. A escalada de guerra e violência têm feito parte da realidade dos nossos dias. O militarismo, a corrida armamentista, e a falta de diálogo e cooperação, também. 

As ameaças, cada vez mais agravadas, dos EUA com os seus aliados contra países e povos, confrontam milhões de pessoas em todo o mundo com a guerra. As agressões contra vários países em forma de ameaça à Gronelândia, os ataques à Venezuela, o recrudescimento do bloqueio em Cuba, a imposição do domínio sobre o Médio Oriente através da força, os recentes ataques ao Irão, o genocídio em curso na Palestina, e outras realidades que temos vindo a conhecer ao longo dos anos, perpetrados pelo imperialismo norte-americano em conjunto com Israel, tem sido evidentes e revestidos de uma impunidade que não podemos aceitar!

A UE, bem como o atual governo Português, não só não condenam estas agressões como participam diretamente, nomeadamente com a permissão de utilização da Base das Lajes como base de apoio a estes ataques ilegais.

Nas nossas cabeças, diariamente, já se traçam planos de para onde ir, o que fazer, o que ter em casa, como proteger os nossos filhos e os nossos pais, como sobreviver a um conflito de grandes proporções, que trará apenas tragédia e miséria aos povos do mundo. De forma silenciosa, começamos a aceitar a guerra e o conflito armado como algo inevitável.

Enquanto psicólogos, conhecemos os detalhes da mente humana, que tanto nos fascinam e, por isso, reconhecemos os perigos da constante exposição repetitiva às narrativas de guerra, normalizando-as e transformando algo que começa por uma hipótese ou possibilidade, num desfecho provável no imaginário coletivo do nosso povo. 

“A guerra já começou”. “A escalada é inevitável”. As conversas e comentários nos grandes e pequenos ecrãs, no café, à mesa com a família, têm tornado evidente a normalização da ideia de que a guerra é inevitável. Mesmo sem querer, tendemos automaticamente a imaginar os piores cenários e, aos poucos, o que poderia ser chamado de mecanismo de sobrevivência, começa a transformar-se numa fatalidade. E quando um desfecho trágico é sentido como inevitável, a mente humana tende a ter menos espaço para pensar criticamente, e para a solidariedade… Mas não nos conformamos com a inevitabilidade da guerra! Enquanto psicólogos sabemos e afirmamos sempre que cuidar da mente humana é também lutar pelo direito dos povos a viver em Paz! 

A nossa história escreve-se todos os dias, por todos nós que caminhamos lado a lado pela defesa da nossa vida, da nossa segurança, da prosperidade do nosso povo, pela solidariedade com todos os povos que, tal como nós, não querem a guerra, querem sim viver em paz, trabalhar, amar, criar, sonhar, ser felizes e prosperar!

Não nos conformamos MESMO com a inevitabilidade da guerra! Não aceitamos que nos digam que não há outro caminho, para o nosso e outros povos. 

É urgente abrir caminhos para o diálogo, para a solução pacífica dos conflitos internacionais e para a Paz, soberania e direitos dos povos!

Exigimos ao governo português que cumpra a Constituição da República, não se alinhando com a escalada de guerra, condenando-a!

Junta-te ao SNP às 15h no Porto (Batalha - Trindade)