SNP marcou presença na iniciativa da ASPP/PSP evocativa do Dia Internacional da Mulher
O Sindicato Nacional dos Psicólogos esteve hoje na iniciativa promovida pela ASPP/PSP no âmbito do Dia Internacional da Mulher, reafirmando que a luta pela igualdade não é simbólica — é estrutural.
Num setor historicamente masculinizado como o policial, falar de mulheres é falar de poder, de hierarquias, de cultura institucional e de desigualdades persistentes.
É falar de progressão na carreira, de reconhecimento, de exposição a contextos de risco, de conciliação entre vida profissional e familiar, e também de assédio, silenciamento e sobrecarga invisível.
A ciência psicológica tem aqui uma responsabilidade clara:
não para individualizar problemas que são estruturais,
mas para desmontar mecanismos de discriminação e transformar culturas organizacionais.
O SNP afirma, com a sua presença, três ideias centrais:
- A igualdade de género não é um apêndice das políticas laborais — é uma condição de justiça social.
- A saúde mental das mulheres trabalhadoras é atravessada por desigualdades específicas que exigem respostas específicas.
- O movimento sindical é um espaço essencial de resistência à cultura patriarcal ainda presente em muitas instituições.
O Dia da Mulher não é apenas uma celebração. É memória de luta e compromisso com mudança.
O SNP estará onde essa mudança se constrói.
- Pela igualdade.
- Pela dignidade.
- Por instituições que não reproduzam desigualdade, mas a combatam.
